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Econofarma
Com a expectativa de 13% de crescimento do mercado farmacêutico varejista brasileiro nos próximos anos, começa a 8ª edição da Feira do Setor Farmacêutico (Econofarma), no Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo, nos dias 25 e 26 deste mês. A projeção é receber mais de 7 mil profissionais do mercado farmacêutico e de cosméticos e fechar R$ 30 milhões em negócios com os mais de 100 expositores da indústria, com distribuidoras dos segmentos fármacos e cosméticos, e com prestadoras de serviços, entre outros.
Em geral, o público participante da Econofarma é de proprietários de estabelecimentos farmacêuticos, donos de lojas franqueadas, associativistas e as grandes redes do setor.
Segundo Paulo Heitor Lopes Bruno, diretor da PH Eventos, responsável pela organização da feira, o público majoritário são os "decisores de compra". "Grandes redes do varejo muitas vezes comparecem na figura daqueles que têm o poder de compra para negociar no evento" afirma.
Para Bruno, a Resolução 44 abre espaço para o varejista trabalhar com produtos de maior valor agregado, já que com essa medida fica restrita a comercialização de muitos itens. Sobre o evento, ele diz ser de referência no segmento. "A feira é de referência no setor e auxilia em três aspectos importantes: negócios, relacionamentos e informação sobre esse mercado", explica.
Ao entrar com liminar na Justiça, grandes redes do varejo farmacêutico continuam a oferecer produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos para garantir rentabilidade, pois esses produtos representam em média 30% do faturamento. "A tendência é de crescimento desses itens, com destaque aos dermocosméticos", diz Edson Tamascia, presidente da Federação Brasileira das Redes Associativistas de Farmácia.
O setor teve giro de R$ 15 bilhões em 2009, e aumento de 24,11% da venda de não-medicamentos, o que atraiu também Grupo Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart, que disparam em abertura de drogarias próprias. Com isso, as tradicionais do ramo têm aumentado os aportes no intuito de agregar serviços de beleza para incrementar as vendas e encontrar um diferencial para a consumidora.
A Onofre investe em megastores com grifes de produtos de beleza nacionais e importadas, além de dermoconsultores para auxílio aos clientes. A Drogasil adotou o Beauty Center, espaço de beleza, em 27 lojas, com marcas nacionais e importadas como L'Oreal, Nivea e Neutrogena. A Copa do Mundo impulsiona as vendas da Drogaria São Paulo, onde ao comprar mais de R$ 40 de perfumaria e higiene pessoal, e pagarem mais R$ 4, os clientes ganham um kit para torcer pela Seleção.
Fonte:DCI